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Despertar e mudar - Camilo (1040)

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Existe uma grande frustração em conviver com um ser humano que realmente não quer mudar. Você tenta explicar, aconselhar, mostrar caminhos, e a pessoa permanece presa aos mesmos comportamentos. Isso cria a impressão de estagnação. Não é fácil notar que certas pessoas, apesar dos esforços que são empreendidos a seu favor, preferem viver sem se perceber, sem querer aceitar a transformação tão aguardada. Não bastam as explicações, os esclarecimentos, as advertências, as elucidações, os exemplos, os avisos e os ajustes que lhes chegam do Alto. Ainda assim, essas pessoas preferem relegar a oportuna ocasião para encetar a mudança que o espírito tanto deseja. É frustrante, não só porque vemos desperdiçados os esforços daqueles que auxiliam, mas também porque, percebemos o que essa pessoa poderia vir a ser, todo o seu potencial se ela aceitasse despertar para a transformação necessária. Essa frustração não ocorre só no nível físico. Ela existe também na dimensão espiritual. Espíritos também s...

Morrer bem - Alfredo Dantas (1039)

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Enquanto está vivendo na Terra, o espírito não está preocupado com a morte e o que irá lhe ocorrer no dia que tiver de deixar o corpo. Pouquíssimos refletem nisso. A morte, no sentido espiritual, é provavelmente o momento mais significativo da experiência humana e, ao mesmo tempo, um dos menos considerados. A maioria das pessoas vive como se isso não fosse acontecer nunca, fosse algo distante ou quase improvável, quando, na verdade, essa é a única certeza absoluta da vida. A Divina Providência já nos preparou à existência na Terra, sim, com essa certeza de que vamos partir para que nos aprontemos para esta partida. A morte, assim, torna-se uma conselheira do homem, mas ele não está nem aí para os conselhos que ela traz. Ela está a dizer, “Olha, lembra que você vai morrer”, “Para que tanto orgulho?”, “Para que tantas posses?”, “Para que tanta vaidade?”. Ninguém está preocupado de verdade em evoluir, porque, se estivesse, traçaria sua vida nesse sentido. Seus planos não seriam esses de ...

​Lições do sofrer - Rhaval (1038)

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Nas voragens do mundo, nos bastidores de todos os desejos, me agarrei à ilusão desses sentidos em memórias vivas. As harpas dedilhadas com maestria valseavam acordes doces que faziam volitar o coração. De sonhos inalcançáveis enche o homem a sua alma. E, cativo dos prazeres, vai escravo, se perdendo nas posses. Refastela-se nos acepipes da luxúria. E os corpos nus das bailarinas hipnotizam a libido, escravizando-os ao sexo fácil. A noite brinda aos enganos, e os corpos se entrelaçam nos desejos infrenes da carne. Pobre homem perdido nas próprias divagações do ter. O ouro reluz nos salões suntuosos dos palácios. As joias mais caras decoram os dorsos seminus. As belas concubinas rodopiam pelo salão, sequestrando as mentes masculinas. Os castiçais de prata acendem fazendo brilhar os dedos aureolados de rubis e diamantes. A hipnose da fortuna faz seus muitos herdeiros, totalmente fascinados pelo vil tilintar das moedas. Nobres na aparência, porém sepulcros cheios de vermes por dentro. Nas ...

​As curas de Jesus - Fausto (1037)

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É deveras complicado que um materialista convicto creia nas curas realizadas por Jesus. Para esses, elas não passam de criações oriundas do fanatismo religioso e da fantasia. Para qualquer um que viva no corpo, não é fácil crer que um aleijado  volte a andar, um cego recobre a visão, uma pele toda ferida torne-se limpa novamente, um surdo recupere sua audição. Entre tantas outras curas maravilhosas ministradas por Jesus. É claro que nos faltam material e conhecimento para explicarmos as  curas do Mestre. Mas, a título de um melhor entendimento sobre elas, nos cabe ressaltar alguns detalhes importantes. Poderíamos falar delas em três níveis, o mental, o científico e o  espiritual. Mesmo trazendo informações dentro de cada um desses níveis, mesmo reunindo-os, nos faltará embasamento para tirar todo o véu de mistérios acerca dessas curas, já que elas se situam em uma camada superior a qual os conhecimentos da Terra não abarcam ainda. Mas traremos esclarecimentos que pode...

​Madrugadas de Trabalho - Alberto Fonseca (1036)

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As esperanças pelo sucesso da tarefa nos elevavam aos mais puros sentimentos. A noite chuvosa da urbe era a melhor ambiência para as atividades do Bem. As ruas quase vazias e a calma eram traduzidas na atmosfera molhada. A Equipe Espiritual já tinha designado alguns médiuns encarnados para os aprendizados proveitosos que seriam dilatados na madrugada. O caso anotado era vindo de um atendimento oriundo da reunião mediúnica, que já tinha, com sucesso, separado o espírito obsessor da sua vítima. E ele agora, revoltado, proferia palavrões, nos acusando de ter atrapalhado seus planos de vingança. De punho cerrado, desferia socos no ar. Se arvorava um semideus e afiançava que todos nós nos arrependeríamos amargamente de termos nos intrometido nos seus tentames. Nos chamava de covardes e advogados do diabo, jurando que teria modos de nos prejudicar, nos ameaçando. Sua vítima era um senhor que já contava 69 anos. Fazia muito tempo, vinha sofrendo todo tipo de problemas orgânicos, fin...

Altar Secreto - Tagore (1034)

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Busquei-Te nas estrelas longínquas, mas encontrei-Te nas lágrimas de um sofredor. Quando quis abraçar tudo, retendo, esvaiu-se pelos meus dedos às posses. Quando, mãos abertas, doei, vi chegar aos meus cestos a abundância. Quis bater as portas dos céus, mas entendi que antes se fazia necessário abrir primeiro as portas do meu coração. Ó presença sem fronteiras! Chegaste como um clarão, luzindo as distâncias, retumbante como trovões anunciando as tempestades do meu eu, que no fragor das ventanias, encontra arrimo na Tua figura, impedindo minhas esperanças serem levadas pelo vendaval das provações. E me pediram para defini-Lo, tentei até, porém, como traduzir a profundeza não emoldurada, já que os rasos não podem designar sobre os superabundantes? Tola tentativa a de tentar defini-Lo. E pensava que Tu não me conhecia, todavia era eu que não cogitava de ti. Tu é a brisa que suave conhece cada uma das folhas e sabe o perfume distinto de cada flor. Ajoelhei-me defronte dos altares de pedra,...

Jesus e a espada - Natividade (1033)

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Essa cena silenciosa, à qual muitos não dão tanta importância e que aconteceu na noite da prisão de Jesus, encerra uma grande e bela lição. Eles vieram violentos, com tochas acesas, portando armas, em busca de Jesus no jardim do Getsêmani. A noite parecia mais escura do que o habitual, talvez porque as trevas se revelassem coordenando as ações. A tensão dominava o ambiente. Os discípulos estavam sobressaltados; percebiam, no semblante angustiado do Mestre, que algo estava por acontecer. Tomados pelo medo, os discípulos reagiram por impulso, Pedro, num arrobo, saca da espada e corta a orelha do servo do sumo sacerdote, de nome Malco. Nesse instante, algo inusitado acontece: Jesus, em vez de aceitar a defesa de Pedro contra a perseguição injusta, condena-lhe o ato e, sem pensar em si mesmo, cura a orelha de Malco, justamente aquele que vinha, cheio de ódio no coração, para aprisioná-lo. No momento em que podia pensar em si e desejar ser defendido, como merecia, Jesus escolhe aliviar a do...