Caminheiro da luz - Maria Dolores (977)
Hoje, Senhor, a Terra se ajoelha Em gratidão por Teu semeador fiel. Noventa e oito vezes ela centelha, E renova o brilho do eterno céu. Divaldo, alma boa e peregrina Seguiu calado, mesmo ante a dor Com o coração feito uma oficina Do Teu mais puro e santo Amor Desde menino ouviu Tua voz Nos passos firmes da abnegação Foi colhendo entre todos nós Espinhos e flores da superação Falando em nome da esperança Fez-se consolo, fez-se oração Levando amor ao órfão e a criança Deu pão ao corpo, ao doente compaixão Dores calou com sua ternura Semeou consolo, onde havia pesar Sua voz foi remédio, foi doçura Bálsamo vivo no despertar Hoje, Senhor, os anos o envolve Mas não lhe apaga brilho, nem fulgor A idade apenas mais o promove Num coração maduro, cheio de labor E ao completar essas 98 auroras Divaldo se fez bênção, clarão e iluminado farol Alma que firme venceu as sombras de outrora Com as luzes eternas de um novo e radiante sol E todos nós que o ouvimos, entre lágrimas e risos A ele erguemos pr...