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Mostrando postagens de abril, 2024

Dar frutos sempre - Abdon Lacerda (899)

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Paira sob arbitrárias conjunturas o pessimismo que assola grande parte da humanidade, receando as paisagens do amanhã. Estaciona   o   homem,   atrelado   as   sensações   oriundas   da   matéria   e   esquece   de perceber os desdobramentos espirituais que todos os dias o faz ingressar na Vida Maior, traduzindo nela os seus verdadeiros anseios. Por   estar   preso   às   limitações   do   corpo,   olvida   das   potencialidades   do   espírito, que tem validade sobre todas as injunções e dissabores do mundo, permitindo exalar seu verdadeiro perfume, condicionando sua identidade ao ser maior, que aguarda despertamento desde o íntimo, obstaculizado pelos processos de pertencimento ao mundo. h Contudo, esse mundo cheio de projeções fantasiosas, inundado das mais cativantes ilusões, que têm hipnotizado e perdido há muitos, não passa de um grande   teste   que   somen...

As proezas de Jesus - Natividade - (898)

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  Mesmo sem olharmos a parte divinal do Cristo, as suas curas espantosas, os ditos milagres e nos atermos somente ao homem Jesus, constataremos que a sua passagem pela Terra foi um fenômeno portentoso, identificando uma missão grandiosa e impossível de ser imitada. Aqueles eram dias difíceis, o mundo era cheio de muitas e incompreensíveis injustiças. A sociedade de então era impiedosa e implacável. Roma representava o poder e centro de domínio. Sua sociedade era presunçosa e se sentia no topo dos direitos, negando aos dominados a liberdade de expressão e a verdadeira justiça, oprimindo e massacrando. Os tributos eram pesados e recaíam sobre o povo para manter a pompa e luxúria do Império. Não havia qualquer liberdade de pensamento ou espaço para uma cultura divergente. Tudo era cerceado e controlado pelo Império, onde uma política de dominação desfilava ligada à força do senado. Todos deveriam adorar a César, que era tido como um Deus e cultuado e respeitado por toda a gente. A...

Bailar contigo - Poeta amigo (897)

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Tricotei as palavras, aformoseando-as, unindo-as, letra a letra, ponto a ponto, intentando costurar a veste de amabilidade para uso dos corações endurecidos, na tolice, acreditei que meu verbo doce poderia tocar os brutos. Te apresentei aos belicosos, favorecendo os conceitos da pacificação, porém, eles preferiram continuar nas lutas sangrentas das suas guerras infantis. Discursei sobre Tua justiça na corte dos corruptos, que malsinaram a palestra, escarnecendo-a sobre uma falsa ótica de manipuladora dos sentidos. E se foram, apaixonados por seus lucros momentâneos. Tentei falar de Ti no antro dos vícios, mas passaram por mim, como se ali eu não estivesse, enebriados pelos prazeres rutilantes das tentações. Clamei pela pureza da Tua doutrina de amor nos templos da religião. Mas, instigados e crentes em serem os únicos detentores da verdade, não me deram crédito. Teu bálsamo salutar, ofereci aos enfermos. Contudo, eles fizeram um pacto com suas doenças e preferiram tornarem-se dependent...

Cenários atuais - Alberto Fonseca (895)

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Os panoramas da Terra quase sempre se amostram como uma amálgama complexa, onde distorções inúmeras se apresentam, numa miscelânea de aberrações, visando estacionar o progresso moral. Estamos sob os auspícios de um novo milênio, porém as criaturas continuam agarradas aos atavismos do passado, nos automatismos da ingerência da ignorância, favorecendo suas paixões e os seus vícios. A malta anestesiada marcha sem querer conscientizar-se do novo período que já intercala o calendário humano, relutante, parece não entender que o progresso é uma espora afiada, que deve impulsionar para frente a todos, com uma força intensa, mudando os cenários atrasados. Devido à reforma operante, que por muitos passa desapercebida, as confusões e distúrbios se apresentam desafiadores e no meio dessa arrumação das novas energias, equívocos são fomentados e medos imperam gerando desassossegos. A psicosfera atual de aturdimento promove todo tipo de descontrole, ansiedades e angústias diversas marcam as inquieta...

O nome dele é João - Natividade (896)

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O calor bafejava os ares de toda Judeia. As areias escaldantes dos desertos que cercavam as cidades, levadas pelos ventos quentes de verão, abafava, abrasando a estação cálida. O sol, em lampejos dourados, deitava vagaroso no horizonte, derramando cores pastéis no céu da tardinha, que se despedia, chamando a noite para as reflexões no fechamento do dia. Naquela casinha humilde, duas almas adoradoras do Deus único de Israel, conversavam no repasto. “Isabel, que será do nosso tronco familiar? Não conseguimos dar sucessão à nossa linhagem e não recebemos no seio familiar a bênção de um rebento, para carregar nossa descendência, como manda a tradição. Já não suporto mais as zombarias e remoques dos insensíveis, que com ironia dizem que sou um galho seco, sem frutos.” Isabel, bastante preocupada com os enfrentamentos do marido, junto às pilhérias e destrates do povo cruel sobre o sofrimento de ambos, sem conseguirem honrar as tradições familiares judaicas, abraçando-o ternamente, diz: “Zaca...