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Mostrando postagens de dezembro, 2024

Responsabilidade - Alberto Fonseca (946)

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Certas ocasiões no calendário da Terra nos motivam a reflexões profundas acerca da vida. Nessas análises lúcidas sobre nós mesmos, quando nos despimos diante da consciência e aquilatamos o próprio caráter, cabe reconhecermos os deslizes e imperfeições que identificamos como costumeiros da caminhada, desejosos de trabalhar esses maus hábitos, trazendo-os à luz das virtudes, cambiando-os mediante nova modulação, nos exercícios da razão e do bom senso. Assim, parafraseando o grande escritor inglês Shakespeare, “Há mais coisas entre o Céu e a Terra que o homem desconhece”, devemos concordar com o grande dramaturgo. Assombra-nos assim, que certas identidades da Terra se arvorem sábios, e de alguma sorte, superiores aos outros em termos de conhecimento espiritual. Esses sentimentos envaidecidos, que nascem muitas vezes sem o ser se dar conta e vai tomando o seu psiquismo, é um fenômeno comum. Dá-se, muitas vezes, porque, em certas criaturas, a leitura dos compêndios espíritas motiva-lhes tam...

Novo Milênio - Abdon Lacerda (945)

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A Terra sofre há milênios na cruzada da ignorância. Se observarmos a história, constataremos que o primitivismo tomou conta do planeta e foi só no desdobramento dos milênios que o progresso e a consciência foi tomando vulto lentamente diante da civilização humana. Compreendemos por evidências que são nos milênios onde se processam os avanços estabelecidos. E será nesse milênio, que data do ano 2000 ao ano 2999, que a Terra fatalmente mudará sua ambiência. É necessário a toda reforma que, durante seu processo, experimentem-se as latentes revoluções, crises e conflitos serão vivenciados e serão elas que trarão as reformas tão aguardadas. Nesse novo cenário, a dor e o sofrimento ainda existirão, mas como instrumentos de aprendizado, não como forças dominantes. Nesse milênio, veremos a conversão dos povos na busca do espiritual. O ser concordará que o materialismo não conseguiu lhe preencher o vazio existencial, embora lhe encha de coisas e posses, o coração carente pede p...

A Tempestade - Natividade (941)

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     As caminhadas eram intensas e se davam sobre a canícula ardente, que abrasava ainda mais o calor daqueles corações, unidos na semeadura da Boa Nova.           O dia repousava no horizonte, a tarde tépida convidava ao refrigério perto do mar. Embarcaram todos eles, seguindo a Jesus, que, cansado da faina nos atendimentos aos necessitados, tomou repouso na proa. Logo, o barco singrava para o sudoeste e Jesus cochilou embalado pelo balanço das águas. De repente, a atmosfera mudou e uma brusca tempestade alvoroçou as águas. Rajadas de vento fortes eriçaram as ondas, que batiam vigorosas na embarcação. Logo, o medo tomou conta de todos. O pavor se desenhava nos rostos assustados. Gritos e ansiedade, uns se agarraram ao mastro, enquanto outros se seguravam nas bordas da embarcação. E vozes foram ouvidas: -    “Vamos perecer, a maioria nem sabe nadar” -    “O barco vai só soçobrar e morrere...

Mais Fé - Camilo (943)

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Necessitam os homens, de quando em quando, definir metas, fazer análises lúcidas, avaliando a caminhada, reprogramando, reprojetando a rota. É importante para o ser reconhecer o momento de definir o que realm ente seja essencial e esteja voltado para a sua evolução. As dúvidas se assomam na encarnação e chegará o momento em que o homem terá que facear com lucidez as alternativas que se projetam como tentadoras e opções de prazer e enriquecimento, mas que trarão um preço muito alto para o espírito. Desenvolvendo a fé, o homem aprende a confiar no mundo espiritual, entendendo que tudo parte dele e para ele caminha. A fé é um estímulo próprio, equacionada nos registros interiores da criatura. Ela se fortalece a cada comprovação das forças ocultas que agitam esse mundo material, dinamizando-o através de certezas que só se sustentam com a confiança oriunda da fé. Fé é o plausível, que é atestado no tempo, notabilizando acontecimentos inexplicáveis, mas distintos em sincronia, que mostram qu...

Mergulho espiritual - Camilo (940)

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Todas as noites, deixa o homem o corpo adormecido e parte para o mundo espiritual, conectado aos seus interesses e curiosidades. Raro são aqueles que guardam as lembranças dessas imersões. Na verdade, falta ao ser encarnado melhor preparação para essas intercorrências, tão importantes no desdobramento das ideias, inspirações, soluções, como verdadeiras aulas nos assuntos de relevância ao Espírito. Nesse estágio, o espírito se desliga temporariamente do corpo físico, permitindo que a consciência viaje paralugares distantes e vá encontrar-se com entidadesespirituais. Alguns deixam o corpo e prontamente vão procurar os antros onde possam comungar os seus vícios e hábitosinsalubres. Outros, em estado de demência, fogem dos processosde...

Ciclo vicioso - Alberto Fonseca (939)

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Terêncio experimentava grande desalento. Fazia tempo que perdera o juízo de si mesmo. Tinha desconhecimento de quanto tempo estava naquele sítio desolado, diante da própria consciência. Os conflitos iam e vinham, a mente prisioneira da dor. Não era como essa dor experimentada na Terra. Agora provava uma dor latente, diferente. Uma dor que juntava remorso, culpa, rebeldia, desespero e lamentos. Uma dor que se repetia em ciclos infinitos, indo e vindo, sem términos. Aquilo era uma dor insuperável, difícil de suportar. Era prisioneiro da própria mente em pensamentos descoordenados, acusadores e lastimados. Olhava ao redor e não sabia onde estava. Na verdade, nunca soube. Seria aquilo o inferno? Mas onde o fogo eterno? Dentro dele mesmo. Tudo abrasava, queimava em latente culpa. O remorso era um ácido que lhe corroía o íntimo, naquele cenário cinza de vegetação mirrada, sem qualquer momento de alegria, sem beleza, sem a luz do sol, naquele horizonte feio, enegrecido, naquele clima sempre f...

Reflexões - Simão (938)

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De tempos em tempos, questionamos posicionamentos, remanejamos a rota e intentamos fazer um balanço da jornada. E se formos sinceros conosco, se olharmos tudo pela macrovisão, perceberemos que o tempo passou e com ele fomos crescendo e ampliando a nossa consciência. Talvez ainda não chegamos à condição interna que nos agrade, mas é inegável que o tempo junto à Doutrina dos Espíritos nos modificou. É claro que ainda repousam em nós mazelas que nos deslustram o caráter, mas já não somos os mesmos, isso é fato. O Espiritismo nos mudou. O mal já não faz parte do nosso cardápio, temperando a existência e quando resvalamos e por ignorância erramos, sentimos, temos o remorso, tão diverso do passado, quando o erro para nós era indiferente e não cogitava o íntimo em estremecimento compulsório. Mesmo sem entendermos tudo o que se processa ao nosso redor, percebemos as conexões propiciadoras do nosso progresso, até já podemos compreender os sofrimentos e provas que, vez ou outra, nos atingem, ent...