Mônadas espirituais - Simão (921)*
Debrucei-me longamente estudando acerca do Teu mandato de Amor e entendi que todos os escritos são pobres para traduzir-Te a essência da bondade indizível. Nesses campos vastos da existência, entre os amanheceres e o anoitecer dos séculos, Tua voz ressoa convidando-nos à harmonia perdida. Nas severas teimosias da nossa agitação, somos como o rio que insiste em correr contra a correnteza, perdendo-se nos afluentes da presunção. Como a flor que se abre ao tépido beijo do sol da manhã, ansiamos pelo calor das Tuas palavras, abrindo as comportas cerradas do nosso coração amarfanhado pelos erros. Vestidos de orgulho, tropeçamos, topando nos cascalhos da arrogância, no desiderato da ignorância que nos fascina. Em vez de ouvirmos a plácida voz da Tua serenidade, escolhemos escutar o próprio íntimo iludido pelas fantasias tolas, nos mirrados presentes desses prazeres insossos da Terra. ...