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Mostrando postagens de agosto, 2024

A Inteligência - Alfredo Dantas (917)

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A inteligência é capacidade dilatada pelas conquistas do ser, que através do tempo a promove mediante as aquisições do intelecto. No entanto, a inteligência pode ter alcance proveitoso ou danoso, a depender do uso que dela se faz junto à vilegiatura carnal, como igualmente no mundo espiritual, já que há detratores dela em ambas as dimensões. A inteligência é uma capacidade importante, que, bem utilizada, pode promover grandes avanços pessoais e para a humanidade. A inteligência é uma qualidade essencial ao melhor proveito da vida, já que bem desenvolvida, auxilia no conjunto de todas as outras faculdades, desenvolvendo a imaginação, a memória, o raciocínio, o juízo, a abstração e a concepção das coisas, sendo uma aquisição do espírito. Há espíritos que já adquiriram um intelecto privilegiado, todavia não avançaram moralmente. Certas criaturas que expandiram o intelecto, usam-no para manipular e oprimir os semelhantes, infiltrando na sociedade realidades controladoras, doentias, fantasi...

Mediunidade séria - Alberto Fonseca (916)

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Mediunidade é intercâmbio de proposição terapêutica e com finalidade séria.  Não é, nem deve favorecer a curiosidade ou qualquer tipo de brincadeira. O médium serve como ponte, ligando dois mundos justapostos, fazendo intercâmbio para que verdades do Mundo Espiritual possam alcançar o mundo físico, trazendo esclarecimentos, testemunhos de lições, avisos e mensagens educativas, que habilitem os seres a refletirem e equacionarem suas realidades, laborando motivação para a procura de uma necessária transformação. Como somos células que estão sempre evolvendo, cabe à mediunidade fazer esse intercâmbio, promovendo a evolução. Não haveria razão de ela existir, não fosse a necessidade veemente da realidade espiritual, de um grau mais elevado, alcançar outra realidade em um nível diferente qualquer, trazendo esclarecimentos, promovendo curas, patrocinando libertações e conduzindo os espíritos ao despertamento. É claro que, sendo a mediunidade uma faculdade, ela pode ser desviada da sua...

A Divina Providência - Abdon Lacerda (915)

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A divina providência é de uma inteligência que não pode ser explicada através das possibilidades ataviadas da Terra. Ela, por meio de processos libertadores, equaciona problemáticas de séculos, resolve as antipatias, os ódios ultrizes, abatendo os desejos de vingança, aplacando os crimes e demovendo dos enganos, bilhões de espíritos, por meio de uma engrenagem tão sofisticada e entrelaçada em tantos detalhes e pormenores, que seria quase impossível descrever os dados cruzados, a logística, o intrincado, fabuloso e longo planejamento técnico para que as almas se corrijam. Ela atua, sempre, é claro, levando em conta o livre-arbítrio de cada criatura, enquanto os desdobramentos sempre favoreçam resolver pendências, saldar débitos, solucionar problemáticas. Nem sempre, apenas uma única encarnação será bem-sucedida para resolver casos mais difíceis, necessitando que os personagens se encontrem repetidas vezes, durante diferentes existências, para que o amor abata o ódio e os erros, gerando ...

Elucidar - Batuíra (914)

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Anseia a criatura humana por deixar essa dimensão de agruras, onde faceia sofrimentos diversos, aprendendo a mensurar seu próprio comportamento na transformação que lhe cabe encetar até a felicidade. Mesmo sem total conhecimento de causa, sabe ser prisioneiro e, nesse ninho da Terra, onde se debate implume, tenta criar asas para voos distantes dessa prisão trágica. Planeta de acanhadas proporções, a Terra não passa de pequeno apartamento no condomínio solar, ou reduzido alfinete na imensidão do Cosmo. Todavia aqui se debatem bilhões de espíritos em condição de ignorância e presunção, que debalde todos os esforços que têm sido cumulados nesse Globo, a criatura parece padecer da sanha cíclica do engano, dando preferência as mesmas paixões que a faz prisioneira desse vale de lágrimas, onde não quer mais residir. Mundos sublimados, palácios suspensos, Orbes de inexcedível beleza, estuam por toda parte e os espíritos desse solo arquitetam os grilhões que os prendem à essa retaguarda, incapa...

Pátria do Evangelho - Abdon Lacerda* (913)

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Testemunhado pelo céu espaçoso do Tejo português, partiram 13 navios em 9 de março do ano 1500, ao desconhecido. Chefiando a frota, na caravela da frente, com vários títulos de nobreza, ia o fidalgo Pedro Alvares Cabral. Logo, em alto mar, o pavor do desconhecido empolgava os marujos portugueses, que navegavam entre dois infinitos, cautelosos e cheios de temor, entre a vastidão do mar verde-esmeralda e a do grandioso céu anil, na incerteza do que encontrariam na empreitada. Cada vez mais se afastando da costa africana, passados mais de um mês nessa incerteza, surgiram os primeiros sinais de que existia uma terra próxima, ao serem avistadas vegetações costeiras sendo levadas pela corrente marinha. Na manhã seguinte, na alvorada do dia, enquanto o sol rasgava seu amarelo intrépido, a 22 de abril de 1500, numa quarta-feira de todos os santos, são vistos bandos de aves gorjeando em revoada, e mais tarde, naquele mesmo dia, surgiu uma certeza ao longe, a ser avistado o que parecia ser uma f...

O Antagonista - Fausto* (912)

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O homem, esse ser antagonista, que dá vazão às suas paixões e quer volitar aos céus da redenção no mesmo fluxo incongruente. Ontem, primata, nômade, que se escondia nas cavernas e vivia em constante busca do alimento. Hoje, esse progressista curioso, que lança-foguetes na estratosfera, embora, ainda, não tenha resolvido suas equações do solo. Dono do planeta em que vive, onde tem tudo em abundância, ao mesmo tempo que largamente experimenta misérias e fome. Têm construído coisas brilhantes, no entanto, destruído outras tantas no seu afã de cobiça e poder. Cria, através da ciência, notáveis avanços que promovem e dilatam os recursos da vida, não obstante, desenvolve armas de destruição que ameaçam a sua própria existência. Padece de bom senso em suas escolhas, se deixando levar por vontades que o fazem expiar dores e sofrimentos. Das suas captações umbralinas, recorre às faixas ensombradas para trazer, das zonas infelizes, o grotesco e as loucuras inúmeras. Chega a ser engraçado. Dá to...

É tempo de florescer - Elvira Damasceno (911)

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É tempo de florescer o nosso eu, de primaveras na alma. Viver é uma epopeia maravilhosa, onde transitamos pelos processos do conhecimento e da educação no espírito. Por que tantos espíritos dificultam sua estadia na Terra, quando ela seria tão mais fácil se o ser fosse alegre e sedimentasse em si o amor? Por que tanta frieza? Por que esse amor amordaçado, jogado nas prateleiras empoeiradas da vida? Economiza-se o amor, deixando que antipatias de todo tipo se instalem na personalidade humana. Ame sem limites! A pessoa amorosa, cândida, doce, é vista como anormal, fraca, quando deveria ser realmente o contrário. A sociedade, maltratada por tantos séculos de egoísmo exacerbado, desenvolveu a chaga do individualismo e algumas pessoas orbitam na vida como um astro, um planeta onde todos os outros devem girar em torno das suas vontades. São estrelas sem luz própria, que ainda não se deram conta do exclusivismo que patenteiam. Almas orgulhosas, gravitam entre nós, provocando todo tipo de conf...