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Mostrando postagens de julho, 2024

Reflexões - Alberto Fonseca (910)

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Iniciam-se viagens longas e curtas no trem da vida. Na estação da Terra, passageiros chegam e outros partem a todo instante, trazendo renovadas esperanças ou levando prantos de equívocos na bagagem. Não é fácil para o viajor conservar o caminho até atingir o ponto da renovação, sem nunca se desviar da rota. São tantos os desvios. Ao prestar atenção aos prazeres da viagem, quase sempre a imprevidência e os hábitos enganosos tiram o homem do curso proveitoso e o precipita nos abismos da infração antiga, que se repete agora em diferente cenário. Sabendo disso, dessas intercorrências e distrações no percurso, os Amigos Espirituais descem aos trilhos da Terra e constantemente colocam sinais de alerta na estrada, visando advertir aos viajores a essência do trajeto. Mais tarde, não poderão dizer que não foram advertidos e ressentirem. Condicionados às diversas paisagens que se desdobram no prisma da vivência, envolvidos nas suas fainas e apaixonados pela própria personalidade, os passageiros ...

Corrigindo impulsos - Alfredo Dantas (908)

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Nas madrugadas dos sonhos acordamos, palpitando em suores frios, ante os registros dramáticos do inconsciente. Nessas deformações da psiquê, vivenciando clichês mentais, as criaturas experimentam as sensações mais diversas, entremeadas nesse labirinto dos pensamentos tormentosos. Estamos sem nos dar conta, nessa espiral de existências, no seio dessa escola chamada Terra. Os sentidos e as faculdades dormitam ainda na maior parte dos homens, que ignoram essas riquezas escondidas neles mesmos. Esquece o homem, ou nisso não quer nem pensar, que logo, logo, na fatalidade da vida, sem exceções, o corpo que ele tanto venera e lhe é tirano do espírito, se encontrará debaixo da Terra, em processo de decomposição. O espírito seguirá ainda ligado às energias e imagens da mente, que esteve cativa na Terra, digladiando com elas. Sem demora, esses infelizes e revoltados te culparão pelas suas dores e sofrimentos, renegando o teu solo, taxado por eles como espólio de suplícios tantos. Mal sabem eles,...

Dualidade Humana - Casimiro (907)

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Sou figueira estéril, que secou e não dá mais fruto, mas também, sou o tronco vetusto da árvore altaneira cheia de frutos. Sou a sombra que declina nas esquinas anoitecendo o dia, ainda, sou a luz radiante do Sol que infiltra por qualquer fresta e abate qualquer treva. Sou a maledicência que brota articulando intrigas, nada obstante, sou a garganta abençoada que versa as palavras de incentivo e conscientização. Sou a inveja que não consegue frear seus ímpetos enciumados, no entanto, sou a concordância motivadora que faz o outro acreditar nas suas faculdades e talentos. Sou a queda abatendo e declinando em depressão, contudo também, sua oportunidade da alegria florescendo os dias de contentamento. Sou a crítica mordaz, desafiadora, que intriga e mina as vontades. Sou também o elogio que motiva, que eleva e faz o broto tenro crescer e ramificar raízes fortes. Sou a cegueira de horizontes limitados e perspectiva nublada, de ótica rasteira e pessimista, mas também, a amplitude da planície ...

Mundo atribulado - Batuíra (906)

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O mundo vive num emaranhado de conflitos, requisitando paz e equilíbrio. As nações experimentam problemas variados, num demonstrativo que as coletividades sofrem toda sorte de amarguras e distúrbios. As profissões enfrentam oscilações preocupantes, estremecendo os cargos, já que as criaturas procuram somente o lucro e o favorecimento nas fortunas. O egoísmo exacerbado pulsa em dilatado, jogando as pessoas umas contra as outras. Os doutores da medicina, esquecidos do nobre juramento, se inclinam a vantagens e ganhos monetários acima dos deveres da profissão, olvidam os comprometimentos espirituais no campo delicado do atendimento e responsabilidades em debelar enfermidades e cuidar do bem-estar dos semelhantes. O judiciário, vendido a interesses particulares e suspeitos, esqueceu-se dos ditames da Maior Justiça e se enveredou pela corrupção dos princípios, deixando um rastro vergonhoso de decisões arbitrárias, na violação ao acesso à verdadeira justiça. As comunidades religiosas se arvo...

Agradece tudo - Anastácia (905)

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Agradece as chances de sublimação que a existência te traz. Agradece as provas onde testas a reafirmação dos novos princípios, na fixação moral das ações do hoje. Agradece os acontecimentos fortuitos que te impulsionam a maior esforço de superação. Agradece as experiências boas e ruins, que paulatinamente te possibilitam lições preciosas no aprendizado da alma. Agradece à doença que restringe impulsos e evita excessos. Agradece que és perseguido e não mais o perseguidor. Agradece mesmo os adversários, que te fazem vigilante para não repetires os equívocos do ontem. Agradece a pessoa difícil que te enseja exercitar a paciência e a tolerância repetidas vezes. Agradece o crítico que te joga na cara o que os amigos não se atreveriam a dizer, dando conhecimento das tuas características, possibilitando lúcidas análises da tua personalidade. Agradece a existência, que cheia de eventualidades, te permite o melhoramento gradual em ricas lições. Agradece o espinho na carne, que te doma as paixõe...