Mundo atribulado - Batuíra (906)



O mundo vive num emaranhado de conflitos, requisitando paz e equilíbrio.

As nações experimentam problemas variados, num demonstrativo que as coletividades sofrem toda sorte de amarguras e distúrbios.

As profissões enfrentam oscilações preocupantes, estremecendo os cargos, já que as criaturas procuram somente o lucro e o favorecimento nas fortunas.

O egoísmo exacerbado pulsa em dilatado, jogando as pessoas umas contra as outras.

Os doutores da medicina, esquecidos do nobre juramento, se inclinam a vantagens e ganhos monetários acima dos deveres da profissão, olvidam os comprometimentos espirituais no campo delicado do atendimento e responsabilidades em debelar enfermidades e cuidar do bem-estar dos semelhantes.

O judiciário, vendido a interesses particulares e suspeitos, esqueceu-se dos ditames da Maior Justiça e se enveredou pela corrupção dos princípios, deixando um rastro vergonhoso de decisões arbitrárias, na violação ao acesso à verdadeira justiça.

As comunidades religiosas se arvoram donas da verdade, num culto mercantilista, espalhando falsidades e introduzindo perturbações diversas, quando deveriam esclarecer e pacificar, fortalecendo a fé genuína.

As escolas, deslembradas da grande empreitada e importância no educar, se venderam a grupos particulares ambiciosos, que visam auferir dividendos somente.

Os lares enfrentam todo tipo de influência danosa, tendo em vista romper os laços familiares, requisitando harmonia e diretriz cristã.

As empresas, na sua grande maioria, estimulam os ganhos desmedidos, numa corrida frenética por mais lucro, nem que para isso tenham que ultrajar a população, envilecendo a sociedade e movimentando uma inflação desmedida.

As oficinas do progresso do ontem, hoje se traduzem em militância política e agentes da desordem social, com grotescas prioridades na sua pauta.

Os governos preocupados em não deixarem o poder, fazem alianças vergonhosas, esquecendo dos deveres estatais, na manutenção das necessidades prioritárias do povo, relegados para a proteção de interesses de partidos e classes.

O povo em geral sofre, a ignorância alastra-se, as dificuldades aumentam, a ordem escasseia, as angústias se agigantam, a falta de esperança domina as mentes e os transtornos psíquicos se avolumam em proporções alarmantes.

Fala-se em ordem e progresso num discurso fabricado e enganador, mas a desordem campeia. Lesas-pátrias buscam seus interesses mesquinhos e destroem a confiança de muitos, as nações experimentam um rodamoinho de adversidades, dificultando a vida.

Investe-se bastante no progresso material visando aferição de maiores ganhos financeiros e olvida-se o plantio moral, que pouquíssimos têm o interesse em patrocinar.

Nunca Jesus e o Seu Evangelho foi tão necessitado como no presente momento nos arraiais humanos.

A Terra se afigura uma agigantada Torre de Babel, onde ninguém se entende e os governos, cada um, segue suas doutrinas, as mais grotescas que se têm visto.

Lembrando da passagem evangélica, considerando os Talentos enfocados na parábola, chega o momento de refletirmos, de maneira profunda, sobre os dons que recebemos e como estamos utilizando-os nas tarefas do Bem.

Porque, à semelhança das moedas na parábola, para que esses talentos não estacionem e se percam, será necessário investi-los, multiplicando-os na própria aquisição evolutiva.

Nesse cenário tão delicado que testemunhamos, nesse presente de aflições dilatadas, não podemos aguardar que outro venha fazer o serviço que nos cabe e temos o dom para tal. É preciso que deixemos a inércia em tantas áreas da nossa tarefa, abracemos a coragem e auxiliemos na jornada de conscientização desse Planeta que estertora em dores e fugas.

Se nós, os que fomos arrefecidos pelas luzes clarificadas do Espiritismo, nos diminuirmos diante dos obstáculos, nos acovardando nas iniciativas do Bem, estaremos aquém nas tarefas que esperam pelo valor e o talento dos tarefeiros determinados.

Lembremos do rio, embora fluída água, serpenteando as matas e vencendo os obstáculos todos, corta as distâncias e chega ao horizonte amplo do oceano, onde depois de várias lutas, despeja seus esforços no mar.

Também nós, devemos cruzar os empecilhos, vencer os obstáculos, os adversários todos, despejando nossos dons nesse oceano das necessidades humanas, no mar da Terra.

Reforçando nossos caminhos nos serviços do Bem, vamos sepultando os enganos do ontem e nos alforriando das dívidas pretéritas, trabalhando de forma hercúlea para distender o socorro e a elucidação da luz entre as pessoas, salvaguardando a humanidade do naufrágio eminente, proclamando Jesus como norte, evitando a perdição dos povos.

Vamos unidos fazer crescer o Espiritismo, pois, Ele é consolo e remédio para essa raça humana exaurida e lamentosa.

Fé, coragem e serviço!

Batuíra - Mensagem psicografada na sessão mediúnica do dia 08 de julho de 2024, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio

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