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Mostrando postagens de abril, 2026

​A corrida material - Simão (1044)

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Não é nenhum mistério reconhecer que a força que controla as energias desse  mundo estão sustentadas no poder do dinheiro. Se pudéssemos fazer um raio-x das vontades que controlam a criatura  humana, veríamos que enriquecer é um desejo que acalora muitas almas em primeiro  plano. Não que essa corrida materialista seja errada, porém, o dinheiro nunca pode  ser uma finalidade, como o tem sido para muitas almas. Ele é um meio, que pode,  sim, favorecer o progresso, o sustento e o conforto. Mas o dinheiro intermedeia algo mais importante que muitos não se dão  conta… provas e responsabilidades. O dinheiro coloca o espírito em situações que  revelam quem realmente ele é. Com o dinheiro ele é testado na generosidade ou no egoísmo. No altruísmo  ou no apego. Na humildade ou na arrogância. No uso consciente ou no abuso.  Sem dinheiro também o ser humano é testado. Na revolta ou na resignação.  Na inveja ou na compreensão.  Na dignidade o...

Domínio Mental - Alfredo Dantas (1043)

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Depois de ser batizado no Rio Jordão por João Batista, Jesus se encaminhou ao deserto da Judéia, onde, recluso numa gruta, orou e jejuou por 40 dias, quando então foi tentado pelo espírito das trevas, aproveitando essa situação para evidenciar toda a sua força mental. Qualquer indivíduo que passe tantos dias solitário, jejuando, se sentirá fragilizado pela fome. E, sob a proposta de transformar pedras em pão, o Mestre testificou que o Espírito é muito mais forte que as necessidades transitórias da carne, registrando uma bela lição de domínio mental no Evangelho. A verdade é que, onde quer que se encontre o Espírito, a qualquer tempo, em qualquer dimensão, será o controle mental o maior atributo para a governança do equilíbrio e da sustentação da paz. Domínio mental significa autonomia, foco consciente, filtragem, escolhendo o que aceitar e o que rejeitar na casa mental, estabelecendo a seleção dos pensamentos, discernindo o que sejam influências externas e aquilo realmente que lhe pert...

Assédio e Influências - Camilo (1042)

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As pessoas não têm uma ideia muito madura da dinâmica espiritual que as envolvem. O que falta, muitas vezes, não é só conhecimento, mas uma visão mais integrada e serena desse “campo de influências” em que todos nós vivemos interligados. Allan Kardec nunca tratou a obsessão como algo isolado ou excepcional. Pelo contrário, ele mostra, especialmente em O Livro dos Médiuns, que a influência espiritual é uma condição natural da existência. Não há um “mundo dos vivos” separado do “mundo dos espíritos”. Há um só ambiente, interpenetrado, onde pensamentos se cruzam, sentimentos se atraem e consciências se influenciam. Isso já basta para entendermos que jamais estamos sozinhos. A obsessão, então, não nasce do nada. Ela é um encontro. Um encontro entre uma mente encarnada e uma mente desencarnada que encontram um ponto comum. Esse ponto pode ser dor, ódio, revolta, desejo, vício, culpa, apego ou até amor mal compreendido. Quando tratamos das obsessões odiosas, como as de vingança, tocamos num ...

Dona da vida - Tagore (1041)

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Veio de muito longe, vestida num longo esvoaçante e deixou todos embevecidos. Seus gestos eram ritmados, qual balé na aurora nascente desfilando. Seu perfume exalava inebriante, qual flor que ainda não se abriu. Seus olhos tragavam os nossos, que hipnotizados se deixavam levar pelo brilho daqueles olhos magnetizadores. Sentou-se ao meu lado e me sentia engolfado pelos seus tentáculos, que abraçavam tudo, num tato inusitado. E me disse: “Olha o horizonte!”. E olhei ao largo, perdendo a vista da visão. E ela me disse: “Longe está a vida, a satisfação. As alegrias lá se encontram. Não nesse hoje enfadonho e ruidoso.” O vento moveu seus cabelos encantadores, e neles vi o movimento das estações. Primavera, verão, outono, inverno, tudo passava em sua presença. Senti uma alegria silenciosa, repleto, como a terra que bebe a chuva em goles sem que ninguém se dê conta. Quis perguntar seu nome, mas temi que ao nomeá-la, eu a tornasse alguém comum. E me senti criança, daquelas ingênuas que acredit...