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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Altar Secreto - Tagore (1034)

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Busquei-Te nas estrelas longínquas, mas encontrei-Te nas lágrimas de um sofredor. Quando quis abraçar tudo, retendo, esvaiu-se pelos meus dedos às posses. Quando, mãos abertas, doei, vi chegar aos meus cestos a abundância. Quis bater as portas dos céus, mas entendi que antes se fazia necessário abrir primeiro as portas do meu coração. Ó presença sem fronteiras! Chegaste como um clarão, luzindo as distâncias, retumbante como trovões anunciando as tempestades do meu eu, que no fragor das ventanias, encontra arrimo na Tua figura, impedindo minhas esperanças serem levadas pelo vendaval das provações. E me pediram para defini-Lo, tentei até, porém, como traduzir a profundeza não emoldurada, já que os rasos não podem designar sobre os superabundantes? Tola tentativa a de tentar defini-Lo. E pensava que Tu não me conhecia, todavia era eu que não cogitava de ti. Tu é a brisa que suave conhece cada uma das folhas e sabe o perfume distinto de cada flor. Ajoelhei-me defronte dos altares de pedra,...

Jesus e a espada - Natividade (1033)

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Essa cena silenciosa, à qual muitos não dão tanta importância e que aconteceu na noite da prisão de Jesus, encerra uma grande e bela lição. Eles vieram violentos, com tochas acesas, portando armas, em busca de Jesus no jardim do Getsêmani. A noite parecia mais escura do que o habitual, talvez porque as trevas se revelassem coordenando as ações. A tensão dominava o ambiente. Os discípulos estavam sobressaltados; percebiam, no semblante angustiado do Mestre, que algo estava por acontecer. Tomados pelo medo, os discípulos reagiram por impulso, Pedro, num arrobo, saca da espada e corta a orelha do servo do sumo sacerdote, de nome Malco. Nesse instante, algo inusitado acontece: Jesus, em vez de aceitar a defesa de Pedro contra a perseguição injusta, condena-lhe o ato e, sem pensar em si mesmo, cura a orelha de Malco, justamente aquele que vinha, cheio de ódio no coração, para aprisioná-lo. No momento em que podia pensar em si e desejar ser defendido, como merecia, Jesus escolhe aliviar a do...

Voos de liberdade - Alfredo Dantas (1032)

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Como explicar à lagarta que se arrasta pelo chão o que seja voar como uma borboleta, antes mesmo que ela rompa a crisálida? Da mesma forma, como o homem entenderá o que seja a iluminação, ainda defeituoso e moralmente imperfeito? Falar sobre algo por meio de leituras ou imaginação jamais poderá se comparar à experiência. Vivenciar o processo é deveras diferente de possuir interpretações, de ouvir falar ou mesmo de ter uma pálida noção do que seja aquilo, sem realmente vivenciá-lo. Sendo assim, o homem comum, estagiário da carne, não pode dimensionar o que seja o espírito liberto da matéria, o ser evoluído que já não necessita mais do mergulho na carne, que já depurou o espírito passando pela forja das transformações, identificando em si a luz. Genuinamente, a luz já existe no ser; contudo, há imperfeições que a obstaculizam, impedindo que ela se manifeste. No curso das inumeráveis encarnações, à conta de milhões de experiências, o espírito vai aprendendo a limpar as sujidades que impos...

Antes de tudo, conhece-te - Alfredo Dantas (1031)

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A vida na carne é um curso intensivo para o Espírito, que, junto a ela, vai galgando estágios, aprendendo e entendendo, principalmente, a si mesmo. Cabe ao Espírito conhecer a si, pois, conhecendo-se, só assim poderá evoluir. Sabendo sobre si mesmo, o ser pode melhor se corrigir, pode debelar suas imperfeições, refazer seus enganos, reeducando-se no processo. Todos nós possuímos deficiências até que nos tornemos Espíritos evoluídos. Nessa etapa do crescimento evolutivo, o Espírito sábio será aquele que faça anotações das próprias deficiências, trabalhando os seus defeitos através de análises lúcidas do seu comportamento, das suas reações sobre a sua personalidade. Ainda possuímos muitos gatilhos emocionais, emoções desequilibradas, feridas ainda não curadas, limitações baseadas no medo. E devemos nos corrigir desses desvios para poder evoluir. As pessoas que encontramos pela existência são, na verdade, elementos para a nossa evolução. Aquelas incompatíveis conosco são, muitas vezes, as...