O Antagonista - Fausto* (912)
O homem, esse ser antagonista, que dá vazão às suas paixões e quer volitar aos céus da redenção no mesmo fluxo incongruente. Ontem, primata, nômade, que se escondia nas cavernas e vivia em constante busca do alimento. Hoje, esse progressista curioso, que lança-foguetes na estratosfera, embora, ainda, não tenha resolvido suas equações do solo. Dono do planeta em que vive, onde tem tudo em abundância, ao mesmo tempo que largamente experimenta misérias e fome. Têm construído coisas brilhantes, no entanto, destruído outras tantas no seu afã de cobiça e poder. Cria, através da ciência, notáveis avanços que promovem e dilatam os recursos da vida, não obstante, desenvolve armas de destruição que ameaçam a sua própria existência. Padece de bom senso em suas escolhas, se deixando levar por vontades que o fazem expiar dores e sofrimentos. Das suas captações umbralinas, recorre às faixas ensombradas para trazer, das zonas infelizes, o grotesco e as loucuras inúmeras. Chega a ser engraçado. Dá to...