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Mostrando postagens de novembro, 2025

Sombra e autoimagem - Alfredo Dantas (1020)

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A dualidade humana é um aspecto que o ser encarnado vive imerso e faz parte do seu desenvolvimento enquanto espírito que ainda não sabe ser autêntico. O homem carrega consigo suas sombras e a sua autoimagem. A sombra traz com ela tudo aquilo que ele deseja ocultar. Medos, traumas, desejos escusos, culpas, remorsos, vícios e incongruências que o ser ainda não compreende, nem domina desse seu lado escuro. Tudo aquilo que ele faz força para não mostrar, para esconder do convívio social. Já a imagem projetada é a máscara que ele veste, mesmo sem sentir, para demonstrar aquilo que ainda não é, mas gostaria de ser, ou mesmo como ele pensa que os outros o enxergam, e assim ele age de acordo com a validação que busca. A autoimagem é a construção que fazemos para o mundo, a apresentação nossa que sustenta quem gostaríamos de ser ou quem acreditamos que precisam que sejamos. O dualismo da personalidade humana é um fenômeno mais comum do que imaginamos. A maioria das pessoas vive entre esses dois...

Mensagens Novas - Camilo (1019)

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          Uma multidão requisita por mensagens novas ao Alto.      Indecisos buscam por orientação. Sofredores querem consolo e força.    Investigadores da existência suplicam por conceitos novos que lhes tragam diretrizes.       Ansiosos, perdidos e angustiados cobram por paz e direção na vida.     Não são poucos os que reclamam do silêncio do Alto. Alguns até dizem nas suas doridas preces, "Senhor, por que não falas comigo? Por que só recebo o silêncio para as minhas rogativas?".           Todavia, esse silêncio que relato devia servir para exames minuciosos do íntimo, para reflexões profundas acerca dos episódios da vida, levando-os ao conhecimento de si mesmos.     A bem da verdade, as mensagens chegam abundantes, por inumeráveis e diferentes fontes. O ser é que deseja, talvez, que no cabeçalho dessas missivas seu nome seja lido, para que realmente acredite se...

O Sinédrio - Natividade (1018)

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O Sinédrio era o supremo conselho da nação e a ele cabia toda a ordem religiosa e jurídica de Israel. Eles decidiam tudo e esse colégio era formado por 71 membros, constando de um sumo-sacerdote que o presidia e de anciãos, na maioria ex-sumos-sacerdotes que ainda gozavam de privilégios, autoridade e liderança, como também pelos chefes das famílias sacerdotais. Ao tempo de Jesus, o sumo-sacerdote principal era Yosef Caifás, título esse que lhe foi concedido por Roma, que tomava conta desse cargo nomeando-o. Ele foi um dos mais poderosos e duradouros sumos- sacerdotes do Sinédrio, exercendo o cargo por longos 18 anos. Caifás era um extremado articulador político e cooperador dos romanos. Assim, Valério Grato, governador da Judeia e antecessor de Pilatos, o nomeou para o cargo de liderança no Sinédrio por ele ser considerado um líder estável dentro do conselho, cooperativo com Roma e rigoroso o bastante para manter a ordem entre os israelitas. Seu casamento com a filha de Anás foi uma ma...

Jactância e orgulho - Camilo (1017)

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Jactância e orgulho são parentes próximos, mas não são exatamente a mesma coisa. A diferença está no modo como o sentimento interno se manifesta. O orgulhoso possui um sentimento interior de superioridade, por considerar-se melhor, mais capaz ou mais importante que os outros. É algo que nasce no íntimo, na forma como a pessoa se percebe e se posiciona diante da vida e dos demais. O orgulho pode até ser silencioso, escondido sob gestos aparentemente humildes, mas, ainda assim, está ali, e a pessoa, às vezes, nem o percebe. Espiritualmente, o orgulho é uma das chagas mais sutis da alma, pois nos faz crer que já sabemos, já somos, já merecemos, e isso fatalmente bloqueia o progresso moral. Já o jactancioso é todo aquele que se orgulha excessivamente de si mesmo, do seu saber, que ostenta qualidades e feitos de forma arrogante e que conta bravatas e fanfarronices para destacar-se de forma vaidosa. A jactância é o orgulho posto em palavras e atitudes. É o ato de gabar-se, vangloriar-se, exi...

Autoavaliar-se - Alfredo Dantas (1016)

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A mediunidade é um compromisso seríssimo. Ela serve como contributo ao aperfeiçoamento moral da criatura. Médiuns enxameiam no mundo, de todos os tipos. Eles existem desde sempre. Contudo, a mediunidade organizada, séria e esclarecida nas suas funções e serviços, é um advento facultado por Kardec, que trouxe ao universo mediúnico um manual de conduta cordato com os deveres incutidos nas faculdades medianímicas, levantando grande parte do véu misterioso que se opunha a esse intercâmbio, mostrando que o médium é o principal responsável por educar e desenvolver a sua mediunidade. Deveríamos afirmar que médiuns missionários são raríssimos. A grande maioria experimenta a mediunidade de prova, como um meio de evoluir e resgatar dívidas do passado através do trabalho no bem. Todavia, a mediunidade passou de uma tarefa de erguimento moral e de conscientização da vida para um certo endeusamento da figura do médium. E, nesse formato, cooptam-se vaidades, e o ego se apresenta com todo tipo de exc...

Chegaste enfim - Tagore (1015)

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Mergulhei no oceano de divagações e perdi-me nas ilusões dolorosas do mundo. Afastei-me de Ti, e a vida tornou-se sofrível silêncio para mim. O vento calou seu sussurro. As nuvens se esconderam por detrás do cinza platinado do céu nublado. A floresta não murmurava mais. Os pássaros retornaram aos ninhos e calaram-se, adormecidos. A cascata emudeceu, e os rios pararam de correr nas margens. As palmeiras silenciaram, calando sua viração. Ao longe, o horizonte descortinava o nada. O músico deixou o alaúde repousar, e não mais se ouviu seu dedilhar cativo. As cordas do instrumento emudeceram, e, sem uso, partiram. A tristeza chegou, abraçando o dia, trazendo negatividade. O choro era taciturno lamento, derramando lágrimas sem fragor. As cores fugiram, e a negritude tomou conta da minha vida. A terra ficou muda, e calada, a noite desceu sobre ela. Percebi que foram silenciosos os dias sem a Tua presença. Até que Te encontrei nas veredas do meu mundo. E tudo mudou… Replicaram os sinos, badal...