Domínio Mental - Alfredo Dantas (1043)
Depois de ser batizado no Rio Jordão por João Batista, Jesus se encaminhou ao deserto da Judéia, onde, recluso numa gruta, orou e jejuou por 40 dias, quando então foi tentado pelo espírito das trevas, aproveitando essa situação para evidenciar toda a sua força mental.
Qualquer indivíduo que passe tantos dias solitário, jejuando, se sentirá fragilizado pela fome. E, sob a proposta de transformar pedras em pão, o Mestre testificou que o Espírito é muito mais forte que as necessidades transitórias da carne, registrando uma bela lição de domínio mental no Evangelho.
A verdade é que, onde quer que se encontre o Espírito, a qualquer tempo, em qualquer dimensão, será o controle mental o maior atributo para a governança do equilíbrio e da sustentação da paz.
Domínio mental significa autonomia, foco consciente, filtragem, escolhendo o que aceitar e o que rejeitar na casa mental, estabelecendo a seleção dos pensamentos, discernindo o que sejam influências externas e aquilo realmente que lhe pertença, para jamais se tornar deficiente nas próprias eleições equilibradas. O domínio mental refere-se à capacidade de controlar, gerir e direcionar pensamentos, emoções e comportamentos, promovendo autoconhecimento e inteligência emocional.
Em outras palavras, organizar a mente, desintoxicando-a de pensamentos negativos e cultivando somente bons pensamentos.
Em suma, domínio mental é a base de tudo, é uma “ferramenta de autodesenvolvimento”, sendo a prática de dominar sua própria mente para viver de forma mais consciente, sensível, empática e focada. Sem isso, qualquer disciplina desmorona.
O grande problema do ser humano é ser levado pela corrente de impressões que lhe chegam, não distinguindo racionalmente o que lhe seja produtivo e útil do que seja nocivo e imprestável.
Grande é o número daqueles que agem por influenciação e por automatismos, conduzidos como marionetes, onde fios invisíveis os manipulam e os movem, mesmo a contragosto ou sem que sintam.
Quantos crimes perpetrados na carne foram obras desse conluio com mentes ensombradas, as quais têm fácil acesso aos condutos humanos, estimulando emoções e atos reprováveis, que muito prejudicam os seres que se entregam a esses telecomandos sem oferecer nenhuma resistência e freio a essas induções vexatórias.
O ser precisa entender que vigiar a mente não é uma opção que pode ser esquecida, porque a mente nunca para de produzir pensamentos. Se você não assume o comando, algo ou alguém assume por você, via hábito, impulso, ambiente, influências, crenças, emoções, medos, condicionamentos, memórias, vícios, instintos, sugestões, distrações, rotina e automatismos mentais.
A criatura deve policiar seus pensamentos e intenções todo o tempo, analisando quais impulsos se fazem repetitivos e quais vontades e desejos a move, para não se tornar refém desses comandos, gerindo suas ações. Ou seja, vigiar a mente não é só um autocontrole psicológico, é também uma higiene espiritual.
Se nosso Mestre, Espírito Crístico da mais Alta Envergadura, foi tentado no deserto (que pode representar a aridez da topografia não conhecida na amplitude da mente), que dirá nós, espíritos ainda atrasados, que nos deixamos levar pelos impulsos rasteiros e facilmente sintonizamos com as coisas erradas, através dos nossos vícios e desregramentos, que nos tomam o governo mental facilmente e nos fazem ultrajar, derrapando e mostrando os atavios que ainda nos impele as defecções de toda ordem.
Cabe a cada espírito equacionar a condição ótima para sua evolução, condicionando sua mente a exercícios de lucidez constantes, harmonizando o íntimo, coibindo os impulsos desregrados, os estímulos rasteiros e os instintos animalizados que dormem em gérmen dentro da criatura, para que o ser possa ter o controle absoluto do eu, sem se evadir da real condição de ser uma antena que capta um multiverso de sensações e energias, sabendo coordenar a si mesmo, se mantendo sempre no patamar da moralidade, da ética e do justo equilíbrio dos sentidos.
Domínio mental é perceber os pensamentos e não se identificar automaticamente com todos eles, decidindo qual merece espaço ou não na casa mental. Tem pensamento que você corta na hora. Tem pensamento que você desenvolve. E tem pensamento que você tem, analisa e simplesmente deixa passar e evita.
Quem não vigia a mente vive reagindo. Quem vigia, começa a fazer escolhas. E no fim, a vida de uma pessoa é basicamente isso: o resultado das escolhas que ela fez.
Sempre que fraquejarmos em nos dominarmos, lembremos que a força reside em nós e que a prece é o canal franco que viabiliza a ligação com o Alto, extraindo dela as potências que nos faltam para a resistência e o domínio ideal.
Alfredo Dantas
Mensagem
psicografada na sessão mediúnica do dia 23 de abril de 2026, na cidade do Salvador, Bahia, pelo médium Jorge Antônio.

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