A Inteligência - Alfredo Dantas (917)
A inteligência é capacidade dilatada pelas conquistas do ser, que através do tempo a promove mediante as aquisições do intelecto.
No entanto, a inteligência pode ter alcance proveitoso ou danoso, a depender do uso que dela se faz junto à vilegiatura carnal, como igualmente no mundo espiritual, já que há detratores dela em ambas as dimensões.
A inteligência é uma capacidade importante, que, bem utilizada, pode promover grandes avanços pessoais e para a humanidade.
A inteligência é uma qualidade essencial ao melhor proveito da vida, já que bem desenvolvida, auxilia no conjunto de todas as outras faculdades, desenvolvendo a imaginação, a memória, o raciocínio, o juízo, a abstração e a concepção das coisas, sendo uma aquisição do espírito.
Há espíritos que já adquiriram um intelecto privilegiado, todavia não avançaram moralmente.
Certas criaturas que expandiram o intelecto, usam-no para manipular e oprimir os semelhantes, infiltrando na sociedade realidades controladoras, doentias, fantasiosas, utopias e filosofias vazias, que a primeira vista, se vestem de doutrinas racionais, mas diante de uma análise mais cuidadosa, observa-se que não passam de diretrizes envilecidas e contra-produtivas, que nenhum progresso fomentam.
Outros chegam a usar a inteligência para alastrar o controle sobre as massas, sagazes e ávidos pelo poder. São os déspotas, autocratas, tiranos e orgulhosos, que usam a inteligência conforme lhes apraz, exigindo dos outros submissão e não tolerando que suas vontades sejam contraditadas. Assumem assim grandes responsabilidades espirituais, lesando comunidades inteiras.
Quantos escritores com uma inteligência refulgente, mas destituídos da lisura e do equilíbrio, que se deixaram envenenar por textos desqualificados, caóticos, dando vazão às viciações humanas, ao degredo social, inspirando os delitos, os enganos, os crimes e a contravenção moral.
Quantos poetas que versaram letras de discórdia, reduzindo o ser ao nada, usando a inteligência no casamento dos verbetes para estimular a lascívia, a luxúria, o grotesco e até mesmo o autocídio.
Quantos artistas e músicos possuidores de uma inteligência brilhante, que poderiam estar despertando o aperfeiçoamento humano por meio das suas letras, mas se fizeram porta-vozes da rebeldia, das coisas desprezáveis e indecentes, do culto as drogas, dos movimentos aculturais, carregados de ódio, patrocinando um exagerado desespero nos jovens, aliciando-os nesses projetos infelizes de negatividade e desdém pela vida normal.
Existem espíritos muito inteligentes, que apesar do intelecto avançado, utilizam da razão falseada por princípios esquisitos, já que estacionaram no desenvolvimento em relação ao sentimento do amor, utilizando seus conhecimentos para o mal, prejudicando as pessoas.
A mente é laboriosa amálgama de saberes, que devem projetar o homem aos avanços e não um contra-produto para escravizar a criatura a essas intelectivas, mas falsas propostas do viver.
Como vemos, a inteligência, como todas as outras conquistas do espírito, necessita do consórcio com os bons sentimentos, com a verdade e com o amor, para ser proveitosa ao ser e ao progresso humano.
Todos que utilizaram da inteligência sem discernimento, sem os indicadores do controle ético-moral e destituídos da finalidade do bem, se encontraram, depois, com o remorso, e ficaram estacionados na culpa, em busca da remissão dos seus erros.
E vemos nascer entre nós, aparvalhados, cretinos, embotados pela idiotia, dementes, alienados, portadores das síndromes mentais, autistas e tantas outros, que agora, restritos em seu intelecto e mentalidade, recebem nova oportunidade em dor, para darem a devida importância a essa conquista relevante e utilizarem adequadamente os capacitores intelectivos da mente.
No mesmo talão, vemos esses que nos brindam, favorecendo o progresso, estimulando o belo, a cultura, o conhecimento, a moral e expandindo a liderança intelectual para criar pontes, educando e libertando as ignorâncias todas, exemplificando o bom uso da inteligência, servindo de ministros da luz, trazendo à Terra, elucidação e aclaramento.
Que saibamos conduzir bem o intelecto, libertando, estimulando as verdades da vida, evitando as associações simuladas da mente, esquivando-se da fatuidade e dos impropérios, canalizando-o à luz e jamais às sombras de uma inteligência vulgar e viciada no mal.
Alfredo Dantas
Mensagem psicografada na sessão mediúnica do dia 26 de agosto de 2024, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio
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