Recursos invioláveis - Alfredo Dantas (1046)
O ser humano tem recursos inimagináveis que repousam no imo da criatura. Esses recursos são dinamizados através da vontade, do discernimento e disponíveis através do hábito em praticá-los.
Olha, você não é
fraco, nem é incapaz de progredir. Aí mesmo, dentro de você estão todos os recursos que você precisa para vencer. Sabia
disso? Você precisa ensinar a sua mente a utilizar esses recursos, assumindo
controle sobre eles. E isso faz parte
de sua proposta de vida. Você possui forças e talentos que desconhece.
Para não ceder
às tentações, o homem necessita dispor de controle emocional, precisa saber
resistir. Esse é um recurso precioso do ser humano. Se sofre com a sedução por
meio de alguém insinuante, é necessário dispor do recurso do autodomínio. Se
convive com pessoa de difícil trato, recorre ao recurso da paciência. Se alguém
te ataca, agride,
e sentes o ímpeto de revidar,
vale-se do recurso do perdão. Se experimenta dores que te
amarfanham o íntimo, apela pela resignação. Se o medo te visita, assustando-te,
chama pelo recurso da coragem. Se a tristeza te traz pesar, busca o recurso do
novo ânimo. Se dúvidas te amedrontam o futuro, invoca o recurso da fé.
Todos esses
‘antídotos’ e muitos outros,
são recursos invioláveis,
franqueados ao ser, livres para serem utilizados quando necessário. Falta ao
homem o hábito de acessá-los todas as vezes que sejam chamados para estabelecer
o equilíbrio e a paz.
Sempre será a
mente a condutora de um padrão emocional estável e harmonioso quando bem
direcionada e angustiado e desequilibrado quando relegado o seu bom governo.
Basta que pratique a moralidade e a justiça, e com o passar do tempo e a consolidação do hábito em usar os recursos que moram dentro de você, adequados a cada incidente da vida, desaparecerá a sensação de ser dominado pelas emoções, oprimido pelas opiniões alheias, e você será autêntico, senhor de si mesmo, um ser equilibrado e em harmonia com as leis do Universo.
Preze o controle da sua mente. Não renuncie jamais à integridade mental.
Se alguém quisesse violar seu corpo, tomando
posse dele, você permitiria? Claro que não! Por que então permites que violem
tua mente, influenciando-a e comandando-a a contragosto? A sua expressão mental
te pertence e é você o único responsável para bloquear quaisquer intercursos,
sintonias indesejáveis, influenciando-o a comportamentos e sentimentos que não
coadunam com a sua verdade.
Nesses momentos,
utilizando o recurso da vigilância e junto a sensatez, percebe aquilo que não
te cabe e está sendo imiscuído nos teus feixes sensoriais, fazendo-o acreditar
que essas impressões e pensamentos te pertencem.
Cabe ao ser se
conhecer, sabendo definir o que seja seu ou não, filtrando tudo aquilo que lhe
assenhore a casa mental, policiando o pensamento de forma que ele não se situe
nas faixas dos distúrbios.
Quando
encarnados, estamos sob constante regulação da mente, na proposta essencial das
nossas existências, que é evoluir moralmente.
Se um navio ancora no porto e você vai à terra
firme buscar mantimentos para seguir a viagem, só que nesse trajeto, você se distrai e
perde totalmente a noção do tempo, contudo, se não ouvir o
chamado do capitão
e não voltar prontamente, o navio
partirá sem você e você será deixado para trás.
O navio é
a vida que atraca em diferentes portos reencarnatórios,
a viagem é a evolutiva, e o Capitão é
Deus. Se tu te distrai e não ouve o chamado do Capitão, a vida prossegue e você
fica estacionado no porto, atrasando a sua marcha. A mente tem que estar sempre
atenta às coisas essenciais, pois as distrações são inumeráveis para que o
marujo se esqueça de suas obrigações com o navio.
Os vícios só se
manifestam naqueles que deixam eles se tornarem hábitos. Vícios te enfraquecem
e te afastam do uso dos teus recursos. Vícios são hábitos permitidos. Logo,
passaram a ter controle sobre você e você tornou-se um fraco. Quem tem
disciplina não permite que o hábito ruim se manifeste, tomando controle do
governo e das vontades.
Quanto a isso,
diria que “vontade e desejos” são dois déspotas que hão escravizado os homens e
eles são impacientes para terem realizado suas demandas.
Logo, somente o
recurso da disciplina pode frear vontades e desejos improdutivos, controlando
seus ímpetos. O homem que é governado por suas vontades e desejos tende a
cometer enganos e a viver no arrependimento. O ser não deve atender às vontades
e desejos que queiram se impor à consciência, utilizando da disciplina para
estabelecer um bom controle sobre eles.
A mente, toda
vez que for deixada livre, sem vigilância, sem utilizar os recursos do
equilíbrio e do discernimento, sempre vagará pelos terrenos sinuosos da vida,
sempre ao perigo de derrapar nos desvios e se precipitar nos abismos.
Sendo assim, cabe
utilizarmos todos os recursos largamente franqueados no íntimo para estabelecer
a ordem e a harmonia, nos dedicando ao controle emocional em todas as
expressões da mente, testemunhando um bom governo do pensamento, cônscio e em
paz.
Alfredo Dantas
Mensagem
psicografada na sessão mediúnica do dia 14
de maio de 2026, na cidade do Salvador, Bahia, pelo médium Jorge Antônio

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