Fé que arromba portas - Natividade (981)
Jesus foi intensamente perseguido. Sua mensagem libertadora, que rompia com os moldes rígidos e as regras severas do judaísmo da época, despertou profunda resistência. As almas ainda pequenas, limitadas pela visão estreita e pelo apego às tradições, não conseguiam compreender o convite à liberdade de pensamento, à autonomia espiritual e à emancipação das crenças castradoras que aprisionavam a humanidade há milênios.
O Mestre foi perseguido até na sua própria localidade, Nazaré, que não pôde entender sua missiva iluminada, a ponto de ele expressar: “Nenhum profeta é bem recebido na própria casa”. Jesus incomodava bastante, principalmente aos homens vendidos às aparências e à corrupção dos princípios. Ele incomodava a falsidade e a hipocrisia.
Diante da intensificação da perseguição, o Mestre decidiu partir para as terras distantes da Síria e da Fenícia. Ele sabia que lá seria mais difícil pregar. Os gentios eram povos com costumes, culturas e crenças diferentes, que não acreditavam em um Deus único, como faziam os judeus. Por isso, ainda não estavam preparados para assimilar a palavra espiritual. A penetração da Boa Nova em suas mentes seria muito mais desafiadora do que entre o povo judeu, já acostumado ao monoteísmo, tornando a mensagem de Jesus menos compreendida e acolhida.
Jesus se afastará para esfriar um pouco o ânimo dos perseguidores que buscavam calá-lo, dando assim tempo para que sua Missão fosse concluída. Sua mensagem contrastava diretamente com a rudeza e a insensibilidade daquele povo, acostumado a reações agressivas. Além disso, ela feriu o orgulho dos sacerdotes, vaidosos de sua posição religiosa, que não conseguiam aceitar que um homem simples, vindo do povo, se destacasse mais do que eles e fosse reconhecido como um enviado divino, o Messias aguardado.
Então, Jesus resolveu passar pelas terras de Canaã, como eram conhecidas naquele tempo, de forma discreta, sem despertar tanto interesse. Mesmo assim, sua presença não passou despercebida. Uma mulher das redondezas, que já havia ouvido falar sobre Ele e sabia que Ele passaria por aquelas bandas, decidiu ir ao seu encontro.
Jesus se encontrava em um lugar mais reservado, junto aos discípulos e alguns moradores locais, quando a mulher chegou gritando:
- “Senhor, tende piedade da minha filha, que vive atormentada por um espírito maligno.”
Jesus resolveu não dar atenção ao chamado da mulher, de certa forma ignorando a rogativa, pois sabia das dificuldades que enfrentaria entre os gentios.
Intrépida, a mulher varava no meio das pessoas e continuava gritando, tanto que alguns dos discípulos, bastante incomodados, disseram:
- “Senhor, dispensa-a, pois não para de gritar atrás de nós”.
Porém, Jesus lhes respondeu:
- “Eu não vim senão para os filhos perdidos da casa de Israel”.
Contudo, a mulher se acercou do grupo e, frente a frente com o Mestre, olhando nos seus olhos vibrantes, repetiu a rogativa agora com maior ênfase:
- “Senhor, tende piedade da minha filha, que vive atormentada por um espírito maligno.”.
Jesus percebeu que o comovente pedido vinha de uma alma angustiada e profundamente apaixonada pela filha doente. Contudo, o Mestre sabia que uma cura ali seria desfavorável para sua missão naquela terra. Sua resposta foi, então, uma verdadeira negação verbal, que chocou a todos:
-“Não convém tirar o pão da boca dos filhos para atirá-lo aos cachorrinhos” - falou de forma peremptória à mulher.
Nesse momento, muitos se sentiriam ofendidos. O orgulho certamente falaria mais alto no coração. A mulher poderia ter pensado:“Como ele se atreve a comparar eu e minha filha a cachorrinhos?”.
No entanto, aquela alma sofrida, que muito amava sua filha, não se fez de rogada e até, de certa forma, concordou com Jesus:
-“É verdade, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem embaixo da mesa dos seus donos!”.
A resposta e a humildade da mulher admiraram Jesus, que, olhando para ela, disse:
-“Ó mulher, grande é a tua fé! Seja feito conforme o teu desejo. Vai, tua filha está curada.”
E foi-se a mulher, lívida, feliz, com toda certeza no seu coração.
Ah! A fé verdadeira, sustentada por certezas, essa tudo pode.
A fé não vacilante. A fé na bênção que se pretende alcançar!
Quem não a tem, necessita de infinitas provas. Quer tudo controlar. Quer explicação sobre tudo. E, tal como Tomé, precisa ver para crer. E muitos, mesmo vendo, ainda não creem e querem ver de novo, e de novo, e de novo, milhares de vezes.
A fé verdadeira opera no silêncio. Mesmo na noite mais escura, sem nada enxergar, ela confia. É a fé operante. É o trabalho incessante, sem nada precisar provar.
A fé que confia, que não se abala, que sabe que as adversidades virão, porém se mantém firme, sem se desesperar, tendo a certeza na vitória final.
A fé que cultiva esperanças, que se renova constantemente.
A fé que se fundamenta na razão, nos princípios da verdade, e não nas exasperações da mente.
A fé que avança quando todos, tomados pelo medo, dizem: “Recue!”. A fé que se agiganta quando a maioria se acovarda.
A fé que mantém seu posto, quando tantos o abandonam. A fé que nada precisa dizer, porque tê-la, já diz tudo!
Que possamos ter a fé imorredoura dessa mãe, tão tenaz, tão confiante e tão decidida.
Natividade
Mensagem psicografada na sessão mediúnica do dia 29 de maio de 2025, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio
O Mestre foi perseguido até na sua própria localidade, Nazaré, que não pôde entender sua missiva iluminada, a ponto de ele expressar: “Nenhum profeta é bem recebido na própria casa”. Jesus incomodava bastante, principalmente aos homens vendidos às aparências e à corrupção dos princípios. Ele incomodava a falsidade e a hipocrisia.
Diante da intensificação da perseguição, o Mestre decidiu partir para as terras distantes da Síria e da Fenícia. Ele sabia que lá seria mais difícil pregar. Os gentios eram povos com costumes, culturas e crenças diferentes, que não acreditavam em um Deus único, como faziam os judeus. Por isso, ainda não estavam preparados para assimilar a palavra espiritual. A penetração da Boa Nova em suas mentes seria muito mais desafiadora do que entre o povo judeu, já acostumado ao monoteísmo, tornando a mensagem de Jesus menos compreendida e acolhida.
Jesus se afastará para esfriar um pouco o ânimo dos perseguidores que buscavam calá-lo, dando assim tempo para que sua Missão fosse concluída. Sua mensagem contrastava diretamente com a rudeza e a insensibilidade daquele povo, acostumado a reações agressivas. Além disso, ela feriu o orgulho dos sacerdotes, vaidosos de sua posição religiosa, que não conseguiam aceitar que um homem simples, vindo do povo, se destacasse mais do que eles e fosse reconhecido como um enviado divino, o Messias aguardado.
Então, Jesus resolveu passar pelas terras de Canaã, como eram conhecidas naquele tempo, de forma discreta, sem despertar tanto interesse. Mesmo assim, sua presença não passou despercebida. Uma mulher das redondezas, que já havia ouvido falar sobre Ele e sabia que Ele passaria por aquelas bandas, decidiu ir ao seu encontro.
Jesus se encontrava em um lugar mais reservado, junto aos discípulos e alguns moradores locais, quando a mulher chegou gritando:
- “Senhor, tende piedade da minha filha, que vive atormentada por um espírito maligno.”
Jesus resolveu não dar atenção ao chamado da mulher, de certa forma ignorando a rogativa, pois sabia das dificuldades que enfrentaria entre os gentios.
Intrépida, a mulher varava no meio das pessoas e continuava gritando, tanto que alguns dos discípulos, bastante incomodados, disseram:
- “Senhor, dispensa-a, pois não para de gritar atrás de nós”.
Porém, Jesus lhes respondeu:
- “Eu não vim senão para os filhos perdidos da casa de Israel”.
Contudo, a mulher se acercou do grupo e, frente a frente com o Mestre, olhando nos seus olhos vibrantes, repetiu a rogativa agora com maior ênfase:
- “Senhor, tende piedade da minha filha, que vive atormentada por um espírito maligno.”.
Jesus percebeu que o comovente pedido vinha de uma alma angustiada e profundamente apaixonada pela filha doente. Contudo, o Mestre sabia que uma cura ali seria desfavorável para sua missão naquela terra. Sua resposta foi, então, uma verdadeira negação verbal, que chocou a todos:
-“Não convém tirar o pão da boca dos filhos para atirá-lo aos cachorrinhos” - falou de forma peremptória à mulher.
Nesse momento, muitos se sentiriam ofendidos. O orgulho certamente falaria mais alto no coração. A mulher poderia ter pensado:“Como ele se atreve a comparar eu e minha filha a cachorrinhos?”.
No entanto, aquela alma sofrida, que muito amava sua filha, não se fez de rogada e até, de certa forma, concordou com Jesus:
-“É verdade, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem embaixo da mesa dos seus donos!”.
A resposta e a humildade da mulher admiraram Jesus, que, olhando para ela, disse:
-“Ó mulher, grande é a tua fé! Seja feito conforme o teu desejo. Vai, tua filha está curada.”
E foi-se a mulher, lívida, feliz, com toda certeza no seu coração.
II
Ah! A fé verdadeira, sustentada por certezas, essa tudo pode.
A fé não vacilante. A fé na bênção que se pretende alcançar!
Quem não a tem, necessita de infinitas provas. Quer tudo controlar. Quer explicação sobre tudo. E, tal como Tomé, precisa ver para crer. E muitos, mesmo vendo, ainda não creem e querem ver de novo, e de novo, e de novo, milhares de vezes.
A fé verdadeira opera no silêncio. Mesmo na noite mais escura, sem nada enxergar, ela confia. É a fé operante. É o trabalho incessante, sem nada precisar provar.
A fé que confia, que não se abala, que sabe que as adversidades virão, porém se mantém firme, sem se desesperar, tendo a certeza na vitória final.
A fé que cultiva esperanças, que se renova constantemente.
A fé que se fundamenta na razão, nos princípios da verdade, e não nas exasperações da mente.
A fé que avança quando todos, tomados pelo medo, dizem: “Recue!”. A fé que se agiganta quando a maioria se acovarda.
A fé que mantém seu posto, quando tantos o abandonam. A fé que nada precisa dizer, porque tê-la, já diz tudo!
III
Que possamos ter a fé imorredoura dessa mãe, tão tenaz, tão confiante e tão decidida.
Natividade
Mensagem psicografada na sessão mediúnica do dia 29 de maio de 2025, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio

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