Perdoa e vai - Simão (994)
Antes que Jesus descesse à Terra no envoltório humano, o Planeta não conhecia o amor como ele foi decifrado pelo Mestre Amado.
Os homens eram asselvajados, vingativos ao extremo, cruéis, orgulhosos, impiedosos. Jesus apresentou o amor como nunca fora desvelado, baseando-o no perdão.
Na verdade, muitas das problemáticas humanas residem na falta de compreensão do perdão, como verdadeiro amor por aqueles que nos agridem, perseguem, difamam e nos fazem sofrer, promovendo as guerras fratricidas entre nós.
Tudo isso é e foi gerado pela falta de amor.
A falta de amor gera profundos impactos espirituais no ser humano, pois o amor é a força fundamental que conecta os espíritos entre si e com o Criador. Quando o amor está ausente, instala-se um estado de carência vibratória que abre espaço para muitos desequilíbrios.
O amor se transmuta em perdão, que é uma ponte interligando os corações que se afastaram um dia por causa do ódio, bebendo nas mágoas do ressentimento, selando as discórdias alimentadas pelo orgulho e o desejo de desforra que perdura por séculos.
Jesus apresentou o perdão de uma forma inesgotável, sabendo que só assim se pode reatar os corações cegos pelo ódio. O 70 vezes 7 é uma soma maravilhosa que patrocina ao homem esse perdão inesgotável, inaugurando a paz duradoura.
Aquele que perdoa sem guardar mágoas e sem querer vingar-se de alguma forma, já venceu essa chaga humana chamada orgulho, que tem feito milhões de reféns, que se perderam nas suas ordens antagônicas à humildade, que não permite ao ser se reconhecer imperfeito e entender que também ele, um dia, foi o algoz.
Reconhecendo que perdoar não é só um dever, é também a responsabilidade de articular no tempo a pacificação dos ímpetos, salvaguardando a si próprio no merecimento da paz.
Porque todo aquele que perdoa, tendo sido vítima, tem a misericórdia ao seu lado. E muitos advogados importantes no Mundo Maior.
Jesus não só falou do perdão, ele o exemplificou em todas as suas ações, e a de maior relevo, que selou esse gesto divino, foi a do perdão oferecido na cruz aos algozes, que, tendo-o torturado, zombado e humilhado, ouviram-no pedir ao Pai para perdoá-los, pois esses realmente não sabiam o que faziam, selando pelas ações ignorantes, as dores ultrizes do remorso.
Outro gesto mavioso de Jesus foi o perdão a Judas, aquele que, mesmo tendo convivido com ele e bebido dos seus ensinamentos, traiu o Divino Amigo, aceitando as imprestáveis trinta moedas. E o remorso foi tão impactante na mente do Escariote que ele não suportou a suprema dor de trair o Amor e se suicidou. Porém, o perdão desceu às profundezas do erro para resgatar o amigo enganado.
Qual outro testemunho necessitamos para reconhecer que o perdão é o pleno amor travestido? A ponte por onde todos precisaremos passar, a nosso turno, implorando pelo perdão dos nossos desatinos e tantos enganos.
Reconheçamos que o perdão é proveito de quem o doa. Reunindo as almas, reatando os vínculos, estabelecendo a paz, revigorando as famílias despedaçadas pelas animosidades e limpando o sangue derramado pela ignorância, sarando as feridas pustulentas abertas pelo ódio e regenerando vidas.
Perdoar é libertar-se do peso da mágoa, permitindo que o coração encontre paz novamente e o espírito, leveza. É um ato de amor que cura a quem perdoa e ilumina o caminho de quem segue em frente.
Perdão! Tu és o dinâmico amigo que reúne as almas um dia afastadas, juntando-as novamente através dos teus milhares de processos sábios, providenciados pela Lei Divina, muitas vezes reunindo odiosos inimigos como pais e filhos, para que, abençoados pela reencarnação, sarem as chagas virulentas do ódio e da vingança, remediando-as com o genuíno amor do perdão.
Simão
Mensagem psicografada no dia 31 de julho de 2025, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio.
* Tema escolhido pelo dirigente no começo da reunião mediúnica.

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