Hipnose coletiva - Antônio Vieira (949)
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Qualquer criatura lúcida, que atualmente se debruce em análises lógicas, não demorará em constatar que algo delicado ocorre nas sociedades terrenas. O ser humano se debate em comportamentos estranhos e doentios.
Aos espíritas é fácil reconhecer que energias desagregadoras tomam o planeta e uma certa “hipnose coletiva” é evidenciada atualmente. Espíritos e encarnados dão testemunho de uma desarmonia característica de conflitos de ideias, com eleição de atitudes caóticas, que mostram que as comunidades sofrem de um vazio existencial e uma manipulação mental, dirigindo-as a concepções enganosas, escandalosas e bastante extremistas.
Através dos escritos de André Luiz, pela pena abençoada do notável médium Chico Xavier, esse assunto é bem ventilado, quando André Luiz relata ações de falanges do mundo espiritual, agindo no plano invisível, atuando para estimular todo tipo de desregramento e caos, fomentando discórdias, confusões e manipulando os encarnados na tendência de fazer valer suas loucuras e dissensões.
Em se tratando de hipnose, diríamos sobre o assunto que um hipnotizador controlando a mente do “subjet”, através de uma sugestionabilidade, consegue mudar o padrão de comportamento e o sujeito, alvo da hipnose, não sente que está sendo controlado mentalmente, mediante um comando qualquer.
No caso da Terra, experienciamos um momento instável, numa troca considerável de todo um sistema de convicções arcaicos, que, falido moralmente, o progresso impulsiona às mudanças necessárias. Espíritos descompromissados com a verdade, rebeldes, acondicionados a seus vícios e manipulações, não aceitam essa troca da atmosfera reinante, sustentada pelo egoísmo e a cupidez. Lutam fervorosamente para manter a Terra no seu estado letárgico de atraso, porém, os Planos Divinos são conduzidos a contento para fazer valer o progresso do Globo, e essas entidades, fracassadas e ignorantes, tentam tumultuar.
Sabemos que mentes encarnadas e desencarnadas vibrando juntas, numa mesma faixa de sintonia, podem dominar as energias reinantes, causando o que chamaríamos de uma verdadeira obsessão coletiva. Quando esses agentes invisíveis agem dessa maneira, para dominar o topo da pirâmide, logo, o alvo principal dessas entidades será os governantes, políticos, religiosos, artistas e todos os formadores de opinião que lidam com as multidões, para poderem transferir essas concepções generalizadas, falsas, que tendem a tumultuar comunidades inteiras e também os lares.
Como nos defender dessas energias que abundam, dissonantes e nocivas? Devemos manter a conexão com as Entidades Elevadas, que estão sempre a postos para auxiliar. Devemos fortalecer a vigilância, entrando na faixa otimizada dos bons pensamentos, através da oração e das reflexões lúcidas, estudando, para nos alinhar às boas energias, estimulando a paz, a união, os gestos de altruísmo e construindo as sociedades de harmonia, a começar pelo lar, onde não deve faltar o culto do Evangelho semanalmente.
Isso já nos preservará de muitos conflitos e evitará que aceitemos ideias e modismos sem a devida reflexão, nos ensinando a trabalhar no bem para neutralizar essas energias negativas, de sorte que a Terra saia do seu estágio atrasado e adentre novo ciclo de nível mais evolutivo.
É evidente que se experimente, nesse período de transição, todo tipo de balbúrdia e desequilíbrio para que a eleição do que não presta, separando o joio do trigo, seja evidente e factível a toda compreensão. Deixando claro a todos os cristãos qual lado a ser escolhido.
Mantenhamos a postura moral, conservando a fé e a paz de espírito, nos dedicando às tarefas do esclarecimento, pois o progresso, queira ou não as mentes atrasadas, será facultado aos dias novos do Planeta e o momento de reflexão e de novos valores é o agora.
Jesus no leme a conduzir as nossas naus.
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