Somos todos Pedro - Natividade (931)

A Terra, necessitada de instrução, conhecia a verdade cristalina e pura pela primeira vez. Isso se deu no advento do Cristo, que raiou novas claridades no panorama ensombrado desse Planeta.

Jesus legou para a humanidade o roteiro seguro em direção à paz. Mas ainda estamos flutuando entre os processos de vencer as mazelas que ainda nos dominam o ímpeto.

O Mestre pergunta: - “Quem dizes que eu sou?”

E os discípulos respondem: - “Uns dizem que és João Batista, outros que Elias, ou Jeremias, ou mesmo alguns dos antigos profetas”.

Isso mostra que os judeus, àquela época, acreditavam na reencarnação, pois só assim, para acreditar que Jesus era o retorno de um dos outros profetas já mortos.

O Mestre, então, questiona novamente: - “E vós, quem dizeis que eu sou?”

E Pedro, tomando a palavra, bradou: - “Tu és o Filho do Deus vivo, o Messias aguardado!”

Jesus, então, assevera: - “Feliz és tu, Simão, pois não foi a carne que te revelou isso, mas o Espírito”.

Nesse momento, o Mestre não só confirma sua identidade de Messias, mas chama a atenção ao bom canal mediúnico de Pedro, felicitando-o pela boa filtragem.

Instantes mais tarde, o Mestre reúne os apóstolos e os alerta sobre o momento do testemunho que se aproximava e os sofrimentos que viriam, pedindo-lhes vigilância.

Pedro se exalta, chama o mestre em particular e o admoesta por aquelas palavras: - “Senhor, não fales assim, não digas isso, Deus não permitiria…”.

Prontamente, Jesus nota no amigo a perturbação e a influência ensombrada sobre o psiquismo de Simão e diz: - “Afasta-te, Satanás, queres me desviar da missão para a qual eu vim? Pensas como homem e não conectado às coisas de Deus”. Rapidamente, Pedro desperta e cai em si mesmo.

Bem, essa passagem nos convoca a profundas análises, porque nós somos muito parecidos com Pedro.

Tantas vezes falamos sem pensar direito, abrimos a boca e deixamos que as induções que nos chegam sejam professadas sem que tenhamos uma reflexão sobre elas. Na verdade, enquanto médiuns que todos somos, podemos estar conectados ao bem ou ao mal, a depender do nosso estado de humor e das influenciações que nos deixemos levar.

Pedro foi conduto da boa mensagem, conectando-se ao Alto e asseverando o status de Jesus. Logo depois, se deixou levar pelas vibrações do medo e se entregou aos processos da negação.

Satanás, naquela época, era um termo que vinha do hebraico e significava opositor, adversário. Não tinha a conotação do termo atual, oriundo das determinações da igreja mais tarde.

O fato é que, assim como Pedro, também nós estamos suscetíveis de não exercermos a devida filtragem e agirmos como receptores da mensagem com ruídos, longe do equilíbrio e da verdade.

Como Pedro, também somos impetuosos para falar. Nos deixamos dominar por negatividade e receios. Sintonizamos, igualmente, com espíritos de evolução primária que nos influenciam a dizer despropósitos e a pensar com malícia.

Cabe a nós a vigilância da mente, logo das palavras. A maneira como nos conduzimos, seremos os porta-vozes do bem ou do mal, a depender das ligações que permitirmos em dado momento.

Hoje, podemos nos revelar bastante equilibrados e lúcidos. Amanhã, quem sabe, se não governarmos a casa mental, poderemos estar reféns da falta de bom senso e do desequilíbrio.

Por isso, o estudo é importante para nos dar embasamento. Mas, ainda mais importante, é analisar tudo sobre o crivo da razão, sem deixar que a exasperação, a vaidade ou a falta de harmonia nos domine o raciocínio e a fala. E estaremos mais seguros quanto aos ataques ao nosso psiquismo, que, para ser sincero, não serão poucos.

Quanto mais estejamos envolvidos com a causa da conscientização humana, maiores serão os empecilhos e ataques dos adversários e opositores da verdade.

Estejamos sempre ligados ao Alto, conscientes da proposta e da tarefa que empreendemos, vencendo a nós mesmos.


Natividade

Mensagem psicografada na sessão mediúnica do dia 07 de novembro de 2024, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio

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