Medicina do amanhã - Batuíra (934)
A medicina do futuro tende a ter uma visão mais holística do ser humano. Embora ainda impere na atualidade uma verdadeira medicalização, em outras palavras, tenta-se tratar com remédios apenas os efeitos de problemas sociais e espirituais, sem se concentrar na causa.
A nova medicina vai se propor ao reconhecimento da unidade corpo- mente-espírito, embora a ciência se demore de chegar ao estudo da totalidade do ser.
Convenhamos que está mais que provado que o ser humano não é apenas matéria e somente um aglutinado de células, mas um sistema complexo onde corpo, mente e espírito interagem constantemente. Saúde, assim, seria o equilíbrio dessas dimensões.
As práticas clínicas, a luz de uma evolução médica, visam diagnósticos e tratamentos que devem considerar a história emocional do paciente, os padrões do seu pensamento, seus valores espirituais e os seus propósitos de vida.
A medicina jamais compreenderá a organização humana se não a estudar na sua totalidade, sem descartar aspectos espirituais no reflexo de impulsos internos, ao que concerne os campos psicológicos da vida, compreendendo de forma mais clara o psiquismo de profundidade, ligado a zona espiritual, tão relegada pela ciência do passado.
É preciso um aprofundamento da ciência médica nos aspectos espirituais do ser, compreendendo que o psiquismo não está restrito somente às celas neuroniais.
Fatalmente, a medicina verá ferramentas complementares nascerem além dos exames meramente clínicos, incluindo as análises do estado emocional do paciente, testes psicológicos, investigação de crenças e a própria espiritualidade no ser.
As novíssimas terapias tendem a incentivar o indivíduo a se compreender integralmente, criando saúde mental, emocional e espiritual, fortalecendo a saúde do todo. A medicina do futuro, integrada aos avanços científicos e às verdades espirituais, poderá ser um campo profundamente transformador. Com base nos princípios do Espiritismo e nas tendências de um cuidado mais holístico e humanizado, já podemos imaginar alguns pilares centrais dessa nova medicina.
É inegável que o Espiritismo traz consigo uma evolução em diversos aspectos e se insere nas sociedades, facultando avanços, não só na área religiosa, filosófica e na ciência mais espiritualizada, mas na natural consequência de aquisições de novas formas de consciência em diversas áreas humanas.
Uma nova formação médica deverá se expandir nos ambientes acadêmicos do futuro, reformulando o ensino na inclusão de disciplinas que englobem as questões espirituais, a psicologia transpessoal, numa nova filosofia e ética médica.
Os profissionais do futuro encontrarão maiores evidências da interrelação espírito-corpo. Profissionais da saúde receberão treinamento em práticas espirituais e morais, criando mais empatia e capacidade de ouvir o paciente na totalidade.
Em benefício da medicina do futuro, não deverá ser agregada aos seus compêndios a espiritualidade somente, mais também a física-quântica, a psicologia cognitiva, social e neurocientífica, analisando em conjunto as multifacetas do ser.
Em se tratando de saúde integral, não podemos esquecer dos gravames de outras vidas, jungidos ao ser, já que a criatura imortal volta com esses registros impressos no perispírito e essas verdades deverão ser processadas pelos avanços da área médica, no entendimento das causas espirituais nas doenças, haverá, assim, maior investigação sobre as influências espirituais nos processos de adoecimento, considerando, traumas de vidas passadas, obsessões espirituais e a necessidade de aprendizado moral, trazendo ao paciente mais aceitação e coragem no enfrentamento dos padecimentos cármicos, que deverão ser reduzidos com a regeneração do Orbe.
Já poderemos ver os auspícios de uma nova medicina quando nos hospitais for incorporado as terapias espirituais, como meditação, oração e passe magnético, reconhecidas como formas de revitalizar o campo energético, tudo isso em conjunto com as alopáticas e holísticas já existentes.
A medicina tem evoluído bastante e evoluirá mais nos avanços e detecção das enfermidades, muito antes que essas se manifestem no organismo, através da biogenética e das evoluções no genoma.
Os médicos preocupados com o lucro somente, partícipes da medicina mercantilista, terão, eventualmente, de mudar suas práticas para uma medicina mais humanizada, com empatia as profundas dores do ser e isso se dará nessa união do Espiritismo com a ciência médica, contributo ao entendimento da pluridimensionalidade que cerca o ser humano.
Caminhamos para novas técnicas universalistas, que visarão contextualizar as causas das doenças, não somente em análises laboratoriais de microrganismos, mas no próprio homem, na sua psicogênese e nas influências espirituais. No campo da psiquiatria e das psicanálises, as obsessões serão melhor estudadas e avaliadas à luz espiritual, evidenciando progressos nos tratamentos e diagnósticos das doenças mentais e perturbações.
A moralidade tomará novos significados, mostrando que a lei de causa e efeito é participativa na integralidade do ser, respondendo pela boa ou má saúde.
Esperamos assim que a ciência investigativa se dobre às verdades do mundo espiritual, observando novas práticas no descortinar de novas pesquisas comprobatórias da vida imortal, que serão intuídas por mentes encarnadas e desencarnadas em sintonia, respeitando as leis divinas.
O Espiritismo estará incluso de forma natural na vida do homem do futuro, auxiliando os avanços no corpo, na mente e nas evoluções do próprio espírito encarnado.
%2010.03.05_0bb4b847.jpg)

Comentários
Postar um comentário