Visão criteriosa - 923 (Clovis)




























Alguns assumem uma visão condicionada da vida, procurando sempre um certo perfeccionismo nas atuações alheias, entregando-se a julgamentos e críticas contumazes.

Esses temperamentos são severos, com os outros e consigo mesmo. Exigentes, tendem a notar a parte pétrea, se concentram nos pequenos deslizes, na negatividade. Não dando margem para análises do todo, não percebem o esforço alheio na execução das tarefas e promovem desgastes.

O olhar severo, crítico, causa cansaço nas pessoas que são alvo dessa visão criteriosa, se tornando desgastante, criando um ambiente de constante insatisfação e julgamento.

Mas não cansa somente quem é o objeto de interesse do censurador, cansa também aquele que é olheiro da vida alheia em busca de defeitos e descuidos, depauperando as energias desses vigias inconscientes e doentios.

O bom olhar crítico, às vezes, é importante para corrigir falhas que passam despercebidas, para contribuir nos processos criativos, para fomentar o progresso, ultrapassando os equívocos e erros anteriores, porém, quando a crítica se torna um costume doentio na boca da pessoa, sempre notando as incapacidades e os enganos, cerceando a liberdade criativa, descambando para uma ótica deformada, exigente e perfeccionista, que enxerga sempre e primeiramente os defeitos sem analisar as virtudes e esforços alheios, isso indica uma enfermidade no caráter.

Outro fato é, compreendendo que a perfeição é algo inalcançável e não originária da Terra, será fácil perceber os processos de ajustes pelos quais todos passam na senda gradativa evolutiva. Tanto as sociedades, como as pessoas, haverão de evoluir e aprender o certo. Se raciocinarmos nessa linha constante da evolução, notaremos que o erro faz parte do processo de aprendizado, nos tornando menos exigentes com os resultados das tarefas alheias e nossas.

É claro que devemos sempre querer melhorar, dando margem para o melhor em cada atributo, desenvolvendo nossas faculdades e talentos, entretanto, exigir sempre acertos, perfeição, excelência, sem permitir a liberdade do engano e do erro no processo de crescimento, criticando incisivamente os outros e apontando falhas, isso denota uma ótica enferma, incontentável e castradora do regime de aprendizado natural e humano.

Poderíamos julgar a fragilidade da semente, antes mesmo que ela medre e dê abundantes frutos?


Será que criticaríamos as primeiras tintas disformes que caem na tela, antes mesmo da obra-prima estar terminada?

Esses espíritos bastante críticos, que a todo momento notam defeito em tudo, que sempre trazem palavras de admoestação ao trabalho alheio, declinando os esforços dos outros, vivem uma ótica embasada, numa redoma de insatisfação tremenda, querem corrigir o mundo e as pessoas, mas não se corrigem, dando preferência ao lado negativo, sem nunca se darem ao trabalho de descobrir o lado positivo, sempre presente em tudo.

Mal sabem esses niilistas a importância de valorar as coisas e as pessoas, de incentivar, de ser aquele que motiva, não o que faz abater os ânimos.

É importante controlarmos a língua e os pensamentos para não sermos entraves no caminho das tarefas alheias.

Olhos insidiosos, cáusticos, estarão sempre a procurar por defeitos, pesquisando por falhas, caçando inexatidões, pequenas vírgulas mal encaixadas no texto, para serem fiscais severos de tudo e, enfermando dessa condição antipática de serem os juízes do mundo.

Desdobremos nossos esforços para, mesmo olhando o lodaçal, conseguirmos identificar os lírios que lá crescem.

Tenhamos olhos complacentes, vitalizados pelo otimismo, identificando nas energias produtivas do outro, o esforço do labor, entendendo as limitações e a impossibilidade de acertar sempre.

Que possamos levar a palavra que incentiva, que faz o outro crer nele mesmo, motivando o melhor de cada um, através da fé que depositamos no tentame alheio, ensejando o sucesso no final da obra.

Meus irmãos, tenhamos olhos doces e cheios de perdão e nunca incidiremos como juízes severos, prejudicando a marcha alheia.

Exercitemos a bondade do elogio que visa transformações progressistas nos seres humanos com quem convivemos.

Motivar, incentivar e encorajar é participar do progresso alheio satisfatoriamente.

 

Clovis

Mensagem psicografada na sessão mediúnica de quinta-feira, do dia 10 de outubro de 2024, na Mansão do Caminho, pelo médium Jorge Antônio

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